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Baralho Tarot Cigano


Baralho tarot cigano

Para a compreensão do baralho tarot cigano temos de estudar a hitoria do ciganos. Antes de os ciganos começarem a instalar seus acampamentos pelo centro-oeste da Europa, em meados do século XV, nobres e ricos de origem italiana e francesa já encomendavam aos artistas de seu tempo, a peso de ouro, coleções das 78 cartas, que hoje conhecemos por Tarô.

Os ciganos, porém, associaram seu nome às cartas de jogar, baralho tarot cigano. A razão para isso é as mulheres ciganas incluirem entre suas habilidades a leitura de sorte, em especial a quiromancia, a predição pelas linhas das mãos. Para o nômade, que carrega poucos pertences, é um recurso prático: não exige instrumentos especiais nem providências complicadas. Basta a palma da mão do consulente.

À medida que se desenvolveram as técnicas de impressão dos baralhos de tarot, os jogos se tornaram mais acessíveis e muitos ciganos passaram a utilizar as cartas do tarot para ler a sorte, já que são pequenas e simples de manejar, Não existem indícios históricos que indiquem os ciganos como autores do baralho tarot cigano. Entre suas habilidades mais notáveis não se incluiam as artes plásticas nem a escrita e, muito menos, as técnicas de impressão em papel. No entanto, cabem eles muito bem como personagens dos trunfos. A figura do cigano, no cenário europeu do século XVI, pode ser mesclado à dos peregrinos, monges-viajantes, ambulantes, andarilhos e nômades. Espíritos inquietos, aventureiros, que não conseguem permanecer em suas comunidades de origens. Cabem todos eles, muito bem, como representantes do arcano sem número (0 ou 22), Le Fol. O Louco e o Mago podem perfeitamente representar dois momentos do andarilho ou nômade, monge ou cigano. Na estrada: trouxa sobre os ombros. Nas feiras ou nas ruas montam o espaço de encenação, uma combinação fascinante de habilidades e manobras ocultas. É o mágico, hábil, astuto, enganador e muitas vezes trapaceiro.

São os saltimbancos, prestidigitadores, artistas, andarilhos e nômades de todas as espécies, a circularem de vila em vila, levando as novidades, sempre inventando artifícios para garantir a sobrevivência. Entre eles, os ciganos. Mesmo pesquisando com toda paciência os livros disponíveis e a Internet não encontraremos exemplares históricos de baralhos tarot cigano que pudessem ter sido criados ou impressos por ciganos.

A quase totalidade dos anúncios que vemos hoje nos sites e folhetos sobre tiragens e baralho tarot cigano, utilizam na verdade as 36 cartas do baralho Petit Lenormand, uma simplificação que a cartomante francesa mandou redesenhar de apenas parte dos arcanos menores originais. Apenas nas últimas décadas foram criados baralhos tarot ciganos, que consistem, em sua quase totalidade, no redesenho de imagens para as 36 cartas do Petit Lenormand. Na profusão de baralhos tarot cigano inventados e reinventados nas últimas décadas, os temas ciganos são mais raros na Europa e um pouco mais comuns nas Américas. No entanto, boa parte das edições são regionais, modestas, difíceis de serem levantadas, mesmo com a ajuda da Internet.

Apenas um tarô europeu, redesenhado com motivos ciganos, foi bem divulgado: Zigeuner Tarot ou Gipsy Tarot Tsigane, de Walter Wegmüller. Ele deixou para trás as reduções de Lenormand e reproduziu o tarô completo, com os 22 arcanos maiores e os 56 menores, como se mostra abaixo. Esta resenha tratou apenas da questão do baralho tarot cigano, que se tornou um instrumento, um suporte para os sensitivos e videntes exercerem seus dons. Existem por certo inúmeros relatos dignos de nota sobre cartomantes - ciganas e não-ciganas - que, na falta de tarôs mais caros, utilizavam e continuam a utilizar as simples cartas do baralho comum. Manifestam talentos que não dependem necessariamente do tarot


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